Camelias do crepúsculo...

Camélias confeitadas. Se o parque d’O Castro, em Vigo, for como um grande bolo cravado no coração do centro urbano, as suas camélias não podem ser outra coisa senão camélias confeitadas.

Do cimo do que foi um castro celta, entre os vestígios de todos os povos que se aposentaram neste monte ao longo dos séculos, as camélias, ou seja, as «camélias confeitadas», dominam em cada inverno o ir e vir dos barcos pela boca da ria.

E assistem às mudanças de cor e, sobretudo, de humor do grande oceano, espalhadas pelos claros-escuros deste singular jardim botânico.

Há as que partilham a sua curiosidade com as laranjeiras e talvez com um cipreste que parece estar a chorar, visto que uma camélia cor-de-rosa muito densa lhe tapou o horizonte; uma camélia portuguesa e venerável, tal como outros exemplares também lusos que sobem pela encosta até alcançar os restos de um castelo e de um miradouro conhecido por «las anclas», de onde fixar, por seu turno, o pensamento e o olhar sobre um sol que se afasta mar adentro, tingido de um intenso cor-de-laranja.

Entardece, pois, e as camélias voltam-se: Camélias do crepúsculo.

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