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Espigueiros, paços e cruzeiros

Espigueiros, paços e cruzeiros

A Galiza é tão filha da terra como do mar. Marinha mas também granítica...

Património oculto

Segredos de pedra

As comarcas pontevedrinas Deza e Tabeirós caracterizam-se pela grande quantidade de tesouros de pedra de incalculável valor etnográfico e cultural.

Ao longo deste itinerário, descobriremos grandes monumentos arquitetónicos que esperam que os nossos intrépidos passos e a nossa hábil olhada descubram todos os mistérios que escondem.

Isto interessa-lhe!

  • Início: Agolada
  • Fim: Silleda
  • Jornadas: 1
  • Km (aprox): 140 Km
Os Pendellos são o único recinto de feira de origem medieval da Galiza; erigidos no século XVIII, eram os mercados em redor dos quais a economia da zona girava.
Guiem-se pelo murmúrio da água, que consegue trespassar os abundantes freixos e bétulas, e que vos há de conduzir até uma queda de água das mais altas da Galiza.
Outros dados de interesse...
- Convento de Carboeiro: Mais informações em www.mosteirodecarboeiro.com

Percurso – 1º Dia

Nestas terras do interior da Galiza, a água é um elemento essencial. Neste percurso, começaremos a nossa visita na povoação de Agolada, uma terra cheia de pontes, vestígio da presença romana e que ainda nos permitem atravessar os rios Arnego e Ulla.

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  • Pendellos de Agolada

    Pendellos de Agolada

  • Mosteiro de Carboeiro

    Mosteiro de Carboeiro

  • Fachada do Mosteiro de Carboeiro

    Fachada do Mosteiro de Carboeiro

  • Mosteiro de Carboeiro

    Mosteiro de Carboeiro

  • Igrexa de San Pedro de Vilanova

    Igrexa de San Pedro de Vilanova

A poucos metros da praça da câmara municipal e rodeando um grande carvalho, podemos dar um passeio pelas nossas raízes comerciais graças aos pendellos de Agolada (construções típicas, espécie de alpendres usados neste caso como posto de venda no mercado). Os pendellos fazem parte da arquitetura autóctone galega, tal como as palhoças, os espigueiros, os moinhos e inclusivamente os paços. Constituem um dos campos de feira melhor conservados da Galiza e foram erigidos no século XVIII, sendo à volta do mercado que toda a economia girava. Construídos com pedra, telha e madeira, viveram um intenso processo de restauração. Se a chuva ou a nevoeiro nos acompanharem, podemos fazer um trajeto quase mágico pelo seu empedrado irregular, tocando nas grandes e rugosas pedras das montras medievais ou ouvindo os trinados da água em cima das telhas. Só teremos de fechar os olhos para se produzir o salto no tempo que estávamos à procura. Se prestarmos atenção, ainda poderemos ouvir o eco do mugido dos animais que chegam ao mercado a puxar pelas carroças, as vozes do passado a exaltar as maravilhas dos produtos e a multidão que se apressa entre as montras atestadas.
Para manter a tradição viva, há já alguns anos que se realiza no mês de agosto uma festa de três dias nos quais se desenrolam diversas atividades. A mais singular é a reprodução de um mercado medieval. Os artesãos caracterizados vêm de toda a Galiza para expor as suas obras ao mesmo tempo que se realizam ateliês e uma romaria. Provem os deliciosos torresmos com pão de milho acompanhados por vinho ou queimada enquanto se ouve a música em direto dos gaiteiros. Se ficarem com fome, perto de Agolada encontra-se o município de Lalín, internacionalmente conhecida pelo seu cozido e pela sua forma de preparar o lacão. Deverão fazer uma pausa para o provar em qualquer dos muitos restaurantes da vila onde os preparam.
Mas o município de Agolada oculta ainda mais tesouros, tais como a pequena igreja românica de Santa Maria de Ventosa. Este pequeno templo do século XIII esconde no seu interior um belo segredo que ninguém descobriria ao observar a sua rústica aparência, visto que acolhe o sepulcro do abade Lope de Ventosa, que os peritos catalogam como uma reconstrução em pequeno do Pórtico da Glória. Mas mais espetacular é a maravilhosa coleção de esculturas e frescos medievais que parecem sair das paredes.
Entrando agora no município de Dozón, a igreja de São Pedro de Vilanova de Dozón aguarda-nos rodeada por uma natureza selvagem. Trata-se de uma joia do românico galego, edificada no ano 1154, que fazia parte de um antigo cenóbio de freiras beneditinas. Situada em pleno Caminho de Santiago, é muito frequente encontrar ali peregrinos de todas as nacionalidades. A igreja de São Pedro foi construída com base em grandes pedras de cantaria granítica perfeitamente esquadradas. Observem com atenção os motivos geométricos e vegetais inspirados, muito provavelmente, no convento vizinho de Santa Maria de Oseira.
A paragem seguinte do nosso itinerário centra-se no convento beneditino de Carboeiro,em pleno coração de Silleda. Para chegarmos até ele, teremos de mergulhar numa frondosa e bela paisagem e atravessar uma ponte medieval. À altura de um escarpado promontório de um meandro do rio Deza descobrimos, escondido entre a natureza, esta joia arquitetónica do românico tardio (ou românico de transição), a mais notável da Galiza. O nome de Carboeiro é-lhe dado pela vegetação florestal da zona, que há muito foi usada para a elaboração de carvão vegetal.
A igreja de Carboeiro apresenta numerosas influências da Catedral de Santiago, por exemplo, o uso das novas abóbadas de cruzaria ensaiadas em Compostela e a decoração do pórtico principal que representa os músicos anciãos do Apocalipse, o mesmo que o Pórtico da Gloria. Não percam a ocasião para descobrir todos os recantos com uma visita guiada que percorre tanto a igreja como os departamentos monacais restaurados no fim do século XX. Impregnados da vida monacal, podem terminar o percurso com uma pequena caminhada pelas redondezas do convento, onde encontrarão construções de tão bela execução como o seu pombal ou a Ponte do Demo, (Ponte do Demónio), que recebe este nome por ter sido nos velhos tempos um ponto estratégico de assaltos e roubos.
Para rematar esta jornada, nada melhor do que visitar a cascata do Toxa. Guiem-se pelo murmúrio da água, que consegue trespassar os abundantes freixos e bétulas, e que vos há de conduzir até uma queda de água das mais altas da Galiza. Ali, sentados na praia fluvial e sonolentos com os sons da natureza, poderão desligar-se de tudo o que vos rodeia graças à paz que se respira no coração da Galiza interior.
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