RÍA DE CORCUBIÓN

Rias e praias
712

Posição

Coordenadas:
42º 56' 40.2" N - 9º 11' 26.4" W

Descrição

A Ria de Corcubión desenha uma forma de arco que se estende para o Sul. Apresenta uma forma aberta, sendo, na realidade, uma ampla enseada protegida pelo apêndice de pedra do Cabo Fisterra que, ao estender-se para o Sul, rodeia o espaço marinho.
As rochas graníticas voltam a condicionar a paisagem. As rochas manifestam-se de maneira nítida e, ao mesmo tempo, mutante. No Monte Pindo dominam as formas lavradas na rocha granítica -concretamente granodiorites-. Em poucos quilómetros encontram-se distribuídos picos rochosos, simulando afiados castelos, lajes alargadas, cúpulas arredondadas, figuras de seres fantásticos, pedregais... Além disso, desde o seu cimo, em A Moa, a mais de 600 metros de altura, contempla-se uma vista incrivelmente formosa, com a aldeia de O Pindo aos seus pés e o Cabo Fisterra ao fundo.
No meio desta paragem excepcional, precipitam-se as águas do rio Xallas. A Fervenza, em Ézaro, é sem dúvida um dos locais mais espectaculares da costa galega. A construção de barragens junto da sua foz, mais acima, apenas permite vê-la em funcionamento alguns dias por ano mas, apesar disso, é possível admirar uma paisagem de uma grande beleza.
Para Oeste, no Cabo Fisterra o granito é diferente e as formas também. A presença do mar e do farol que orienta com a sua luz e a sua sirene os navios para evitar mais tragédias, deu origem a um mundo de mitos e magia que entrelaçam no recinto de San Guillermo. Tudo conduz a que, como os antigos legionários de Roma, os viajantes que até ali se acercam esperem o momento mágico em que apareça o "raio verde".
E, para o Sul, a pedra destruída pela passagem do tempo e transportada pelas águas acumula-se no areal de Carnota, o mais extenso da Galiza, com oito km de comprimento, que se estende entre as pontas de Caldebarcos e de Nosa Señora dos Remedios.Praia e dunas rodeiam áreas hidromórficas como a Boca do Rio, em que as formas graníticas sobressaem da água.

Em O Pindo e em Fisterra materializa-se a riquíssima etnografia da comarca. A Ara Solis, lugar de adoração do Sol, onde, segundo a lenda, as legiões romanas iam ver morrer cada tarde o Sol ou Duio, a antiga Dugium, com a sua lenda de horizontes de mar e de uma cidade inundada pelas águas, são alguns exemplos.
Por outra parte, a permanência de ritos de fertilidade nas pedras de Fisterra -o fim da terra e o começo do mare tenebrosum durante séculos para a nossa cultura- são rasgos que falam da prevalência das tradições nestes lugares.
Mas a pedra transforma-se pela mão do homem. Fruto desta transformação são as pequenas aldeias que salpicam o litoral, assim como as vilas de Fisterra, Corcubión e Cee. Piscatórias as duas primeiras, industrial a terceira, albergam no seu interior formosos edifícios em que se destacam as galerias envidraçadas ou os edifícios apoiados em arcos.

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