CANÓN DO SIL (A RIBEIRA SACRA)

Espaços naturais
1669
No Caminho de Santiago

Posição

Lugo

A Pobra do Brollón | Carballedo | Chantada | Monforte de Lemos | O Saviñao | Pantón | Ribas de Sil | Sober

Ourense

A Peroxa | A Teixeira | Castro Caldelas | Montederramo | Nogueira de Ramuín | Parada de Sil

Coordenadas:
42º 24' 54.9" N - 7º 38' 33.8" W

Descrição

Cultura interior
A erosão fluvial do Sil lavrou sem pausa a profunda greta que o conduz até desembocar na esquerda do Minho. Nas paredes impossíveis procuram refúgio monges e eremitas que com a mesma paciência secular as povoaram de mosteiros. Até uma dozena de cenóbios, românicos e beneditinos a maioria, que lhe deram o nome já documentado desde a Idade Média de Rivoyra Sacrata.
Embora se trate de um dos melhores espaços naturais definidos pelos dois grandes rios, ninguém sabe onde começa e acaba exactamente a Ribeira Sacra. Talvez os limites verdadeiros venham dados pela presença das vides nas encostas soalheiras.
Daqui provinham os vinhos de Amandi que alcançaram fama de deliciosos já em tempos do Império romano, e hoje contam com uma Denominação de Origem que os ampara.
Os mosteiros foram exclaustrados e as águas remansadas em sucessivas barragens, mas a força da paisagem continua a latir em cada colheita dos frutos. É admirável a difícil vindima nas acentuadas encostas só cultiváveis em socalcos que se traduzem na melhor amostra de paisagem humanizada sem pressa.
A natureza mais agreste encontra o seu sítio nos afloramentos graníticos revestidos de matagais e florestas de castanheiros e carvalhos. As peculiares condições climáticas das zonas mais resguardadas favorecem a presença de espécies mediterrâneas como os sobreiros e os medronheiros. O conjunto de rochas altas das gargantas foi citado, às vezes, como um dos últimos refúgios das aves de rapina mais ameaçadas.

Acesso

Vários desvios ao canhão do Sil pelo sul desde a OU-536 A Rúa-Ourense. Estrada local desde Castro Caldelas até Luíntra por Parada de Sil. Acesso a vários pontos do Sil e do Minho desde Os Peares, entre Ourense e Monforte de Lemos. Para o canhão do Minho, desde Chantada ou desde Monforte de Lemos comunicadas entre elas pelo CRG-2.1.

Caminhos de Santiago

Caminho de Inverno
Caminho de Inverno
Caminho de Inverno
Caminho de Inverno
Caminho de Inverno

Situação

Em sentido amplo, a Ribeira Sacra compreende territórios dos municípios de Castro Caldelas, Montederramo, A Teixeira, Parada de Sil, Nogueira de Ramuín e A Peroxa na província de Ourense; e os de Chantada, Carballedo, O Saviñao, Pantón, Sober, Monforte de Lemos, A Pobra de Brollón e Ribas de Sil na província de Lugo. O canhão do Sil abrange os últimos 25 km do rio anteriores à desembocadura no Minho, na localidade de Os Peares.

Superfície

5.914 ha.

Servizos

Alojamento: Sim.
Refeições: Sim.

A não perder

Os Peares é o ponto exacto onde se juntam os dois grandes rios do noroeste. Segundo o ditado popular, o rio Sil leva a água e o rio Minho a fama. Águas a montante, os dois separadamente, formaram profundos canhões que no caso do rio Sil alcançam o ponto máximo nos 500 metros de profundidade. A estrada de serviço às barragens hidroeléctricas que parte de Os Peares introduz-nos nesta paisagem com uma surpreendente sensação de aventura.
Uma das formas mais espectaculares de conhecer a Ribeira Sacra é pela água. Os dois cursos fluviais são navegáveis em catamarã. O rio Sil desde os embarcadouros ourensanos de Santo Estevo (Nogueira de Ramuín) e Abeleda (Castro Caldelas). O rio Minho desde a localidade luguesa de Belesar (O Saviñao). Os itinerários turíscos têm o seu percurso pelo próprio coração da paisagem.
Os mosteiros mais próximos ao fluir do rio Sil são os de Santo Estevo de Ribas de Sil e o de Santa Cristina. Ao primeiro, convertido em estabelecimento hoteleiro, acede-se desde a localidade de Luíntra (Nogueira de Ramuín) ou, se queremos alargar o caminho, pelo mosteiro de San Pedro de Rocas (desvio na OU-536 em Tarreirigo, Esgos). O Centro de Interpretação do cenóbio de Rochas, considerado o primeiro da Galiza, é uma mais-valia à visita. Ao de Santa Cristina, desde Parada de Sil por uma estrada de ida e volta. A descida até este mosteiro realiza-se entre a espessura das árvores centenárias. Também desde Parada de Sil, uma breve pista de terra conduz até ao denominado “Balcón de Madrid”. Trata-se de um miradouro de vertigem sobre o abismo, e na outra margem do rio veremos o santuário de Cadeiras (Sober) e a planície de Monforte como horizonte. Não faltarão no caminho outros miradouros, como a andaimada entre Vilouxe e Caxide onde o canhão alcança a sua máxima altitude.
Desde Castro Caldelas, cujo castelo permite explorar previamente a paisagem, parte uma estrada que, curva após curva, se perde nos segredos da Ribeira Sacra.

Natureza senlleira

Surpreendentes paisagens de socalcos para o culvo da vinha. As condições climácas permitem que espécies picamente mediterrâneas encontrem aqui refúgio. Por exemplo, os sobreiros e os medronheiros que acompanham as manchas florestais autóctones de carvalhos e castanheiros. As aves de rapina como a águia-real e o falcão peregrino também encontram o seu habitat nas rochas de mais dicil acesso do canhão.

Información e equipamentos

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Plano

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