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Petróglifos, dólmenes e castros

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Petróglifos, dólmenes e castros

Faça uma viagem ao passado. Um passado mágico. Na Galiza é possível...

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Património oculto

Castros, moinhos e sambenitos

Esta rota acompanha o rio Minho e a história que corre paralela às suas águas até ao sítio onde as entrega ao mar para depois subir pelo trecho reto da costa galega mais meridional.

Isto interessa-lhe!

  • Ponto de início: Tui
  • Ponto final: Mondariz-Balneario
  • Jornadas: 2
  • Km (aprox): 125 Km
Nos povoados dos castros de Santa Tegra e de Troña evocarão a vida dos nossos antepassados. 

Os rituais de fertilidade estiveram vinculados à ponte românica d’A Ramallosa e ao rio Miñor até há poucos anos.

Percurso – 1º Dia

Começamos o nosso trajeto pela monumental e histórica vila de Tui, situada precisamente na ponta interior do estuário do rio Minho.

No passado, foi capital de uma das sete províncias galegas, até se ter levado a cabo a atual divisão, e importante assentamento em todos períodos da história, bem com objeto de assédio devido à sua situação estratégica.

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De facto, no auge da Idade Média, foi o centro religioso, económico, militar e comercial do sul da Galiza. Durante este esplendor, começou também a construção da catedral no alto da cidade, que se prolongou até ao século XIV. O melhor prémio a um relaxante passeio pelo seu centro histórico é, precisamente, visitar a mencionada sede, conhecida como a catedral-fortaleza de Santa María de Tui , assim chamada pelo seu caráter defensivo. Aqui se encontrarão de frente para a porta ocidental do templo. Esta entrada, talhada no séc. XIII, é a composição iconográfica mais importante da arte gótica galega. Este estilo e o românico são fáceis de distinguir no interior da catedral em consequência da duração das obras. O seu claustro, outra joia do gótico galego, é um dos poucos de origem medieval que se conservam inteiros na Galiza. O passeio termina com uma esplêndida vista desde a torre dos Soutomaior. E se durante o percurso virem alguma fenda nas abóbadas, não se preocupem; estão aí desde o terramoto de Lisboa em 1775.

De regresso ao exterior, no lado norte da catedral, entrem no Museu Diocesano de Tui onde encontrarão uns curiosos objetos que, possivelmente, vos darão calafrios: trata-se da única coleção de “sambenitos” que se conserva em Espanha. O termo provém de ‘saco bendito’, que era uma espécie de grande escapulário em forma de poncho que se utilizava na Inquisição para humilhar os condenados por delitos religiosos. Os réus passeavam descalços, ataviados com o sambenito e transportando um círio aceso. Com frequência, após a execução da sentença, o sambenito era exposto publicamente para que servisse de exemplo e escárnio para a família do réu; de aqui vem a conhecida expressão de “pendurar o sambenito”.

A caminhada contínua descendo descontraidamente até ao rio, por entre estreitas ruelas medievais que fazem de miradouro entre parede e parede. Rodeados de casas senhoriais, poderão distinguir a ponte internacional que liga a Galiza a Portugal e pela qual passa o comboio para Santiago de Compostela. Parecer-vos-á que estão noutra época e entenderão porque é que Tui foi declarada Conjunto Histórico-Artístico. Antes de abandonar a zona histórica, entrem nas tabernas e restaurantes típicos para saborear a gastronomia galega e, sobretudo, o meixão do Minho, que tem a sua própria festa gastronómica durante a festividade de São Telmo, que coincide com a Páscoa.

Continuamos a nossa rota pela parte galega da desembocadura do Minho, na direção de Tomiño, para visitar a Fortaleza de Goián ou de São Lourenço. Este recinto faz parte de um conjunto de construções defensivas em ambas as margens do Minho, na chamada Raia Húmida. Todas estão datadas da Época Moderna e são fruto da Guerra da Independência de Castela, empreendida por Portugal em 1640. Concretamente, a de Goián está situada por cima do primitivo Forte da Barca. Embora de pequena dimensão, apresenta uma estrutura perfeita e simétrica.
Antes de nos dirigirmos para A Guarda, vale a pena fazer uma paragem no caminho para visitar o conjunto etnográfico dos moinhos de Folón e de Picón, no município d’O Rosal. Se tiverem tempo, percorram o trajeto de 3,5 km que liga os 67 moinhos hidráulicos dos séc. XVII e XVIII e observem-nos em perspetiva, com a sua disposição em escada para aproveitar a força da água.
Chegamos agora ao município d’A Guarda, e acabamos esta primeira jornada com a visita ao extremo mais a sudoeste da Galiza. Este município, juntamente com o d’O Rosal, encontra-se no estuário do Minho, uma extensa zona húmida de grande valor ecológico que divisarão bem desde o castro de Santa Tegra, situado perto do cimo do monte. Basta porem os pés neste recinto para recriarem a vida dos nossos antepassados. Alguns dos restos escavados foram recuperados, tal como os castros de planta circular nos quais se pode apreciar a distribuição das casas pré-históricas com o seu típico teto vegetal. Também há casas retangulares, com esquinas redondas, por influência dos romanos. Embora vos pareça um povoado caótico, há uma ordem lógica à volta de “unidades familiares” que podem querer descobrir; bem como os petróglifos que se encontram fora e dentro do recinto, ou a Pedra Furada, uma grande rocha oca com uma janela natural. É possível que aqui vivessem até cinco mil pessoas. Tinham uma economia autónoma e também elaboravam cerâmicas, joias, tecidos e instrumentos aos quais poderão ver a forma no museu arqueológico situado na povoação.
O toque final desta jornada pode ser ver o entardecer nalguma das esplanadas da povoação enquanto comemos uma lagosta fresca, cuja festa gastronómica se celebra em julho.
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